Estudo diz que
pornografia
pode ser
prejudicial ao
cérebro
Pesquisa avaliou o cérebro de
homens que assistem a
pornografia.
Quem vê mais pornografia, tem
volume e atividade cerebral
reduzidos.
Homens que passam muito tempo
vendo pornografia na internet
parecem ter menos matéria
cinzenta em certas partes do
cérebro e sofrem redução de sua
atividade cerebral, indica um
estudo alemão publicado nesta
quinta-feira (19) nos Estados
Unidos.
"Encontramos um importante
vínculo negativo entre o ato de ver
pornografia durante várias horas
por semana e o volume de
matéria cinzenta no corpo
estriado direito do cérebro",
assim como a atividade do córtex
pré-frontal, escrevem os cientistas
do Instituto Max Planck para o
Desenvolvimento Humano em
Berlim.
"Esses efeitos poderiam incluir
mudanças na plasticidade
neuronal resultante de intensa
estimulação no centro do prazer",
acrescentou o estudo, publicado
na edição online da revista "JAMA
Psychiatry", da Associação Médica
Americana.
Os autores, no entanto, não
puderam provar que esses
fenômenos sejam causados
diretamente pelo consumo de
pornografia e, por isso, afirmam
que é necessário continuar com
as pesquisas. Mas, segundo eles,
o estudo já fornece um primeiro
indício da existência de uma
relação entre o ato de assistir a
pornografia e a redução do
tamanho e da atividade do
cérebro como reação ao estímulo
sexual.
Para realizar a pesquisa, os
autores recrutaram 64 homens
saudáveis com idades de 21 a 45
anos, aos quais pediram para
responder a um questionário
sobre o tempo que dedicavam a
assistir a vídeos pornográficos. O
resultado foi, em média, de
quatro horas semanais.
Os voluntários também foram
submetidos a um exame de
ressonância magnética do cérebro
para medir seu volume e observar
como ele reagia às imagens
pornográficas.
Na maioria dos casos, quanto
mais pornografia os indivíduos
viam, mais diminuía o corpo
estriado do cérebro, uma pequena
estrutura nervosa bem abaixo do
córtex cerebral.
Os cientistas também observaram
que, quanto maior o consumo de
imagens pornográficas, mais se
deterioravam as conexões entre o
corpo estriado e o córtex pré-
frontal, que é a camada externa
do cérebro encarregada do
comportamento e da tomada de
decisões.
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