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terça-feira, 11 de agosto de 2015

OLHANDO AMIZADE


Já vi muita gente declarando:
“Fulano não serve para ser meu
amigo. Vou lhe dizer umas poucas
e boas.”
A sabedoria popular diz que
mexer no que não cheira bem só
faz piorar o odor. Se o Fulano em
questão realmente não serve
como amigo, o melhor é tomar
uma medida amenizadora do
mal-estar ou do mal-entendido
surgido e, depois, promover um
afastamento cordial.

A vida me ensinou que uma
pessoa que não sirva para se
conviver, alguém em quem não se
possa confiar, é também uma
pessoa com quem devemos evitar
confusão.

O que é que você ganha
discutindo com alguém? Algumas
pessoas fazem isso porque
andaram assistindo novela e
aprenderam a “não levar desaforo
para casa”.
Algumas dessas
pessoas nem mesmo sabem
conduzir um relacionamento de
amizade ou conjugal sem estar
todo o a contender, como
se a existência devesse consistir
em um incessante defender-se
dos outros e proteger seu
território. Isso caracteriza nível
educacional muito baixo. Pessoas
educadas e elegantes não utilizam
esse paradigma.

Quem se melindra e briga por
tudo e por nada, é portador de
complexo de inferioridade. Se
você não é um complexado, não
precisa responder a uma
agressão com outra agressão.
Agora considere: quem parte para
um bate-boca não pode ser uma
pessoa fina. Geralmente, tem
pouco a perder. Não é o seu
caso.
Tornar-se inimigo de uma
pessoa ralé pode lhe custar
dissabores futuros, ao longo de
toda a sua vida. O que fazer
então? Deixar o inconveniente
azucrinar a sua existência?
Jamais! Quem não serve para ser
seu amigo deve ser afastado com
arte.
Dependendo do tipo de
relacionamento que vocês
mantiveram, promova um
distanciamento progressivo e,
volta e meia, você tempera com
uma cortesia. Por outro lado,
recuse gentilmente os convites
para o estreitamento da
convivência, mediante
justificativas aceitáveis.

O que você não deve fazer é
partir para a briga, ou insultar,
ou prejudicar a quem quer que
seja. A maior parte das minhas
ex-Namoradas continua mantendo
boas relações comigo. As pessoas
com quem não consegui
preservar o distanciamento
cordial e que hoje não gostam de
mim, considero que, com essas,
fracassei.
Falha minha.
Felizmente, foram poucas.
Isso de “ter que conversar” só
funciona quando as pessoas são
de fato amigas ou muito
inteligentes, o que não constitui a
média da humanidade! Nem com
marido e mulher essa coisa de
sentar para conversar funciona
muito bem.
Cada qual fica na
defensiva e sai briga. Isso só
funciona para os terapeutas, cuja
profissão é o diálogo. É muito
melhor adotar a tática da
gentileza e do carinho quando
não for o caso da necessidade de
afastamento.

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